sábado, 29 de setembro de 2007

Eu mesma tentando entender as imagens que ultrapassavam a minha visão. Eu mesma tentando desvendar o porque e a causa de todos aqueles acontecimentos. Eles mesmos tentando mostrar a ingratidão e a exessiva coragem, se é que é coragem. E nós mesmos nos contrariando.
O fogo, ah claro, o fogo. Aquele fogo? É aquele fogo que eu vi quase queimar os cabelos daquela garota. O chão sujo. E a falta de personalidade.
Ah, isso com certeza! Falta de personalidade...

Eu só vi sair de um corpo, varias criaturas diferentes.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

terça-feira, 31 de julho de 2007

Eu espero realmente que morra letra por letra, essa falsa palavra. Eu Odeio ela sendo explicada, e odeio aqueles velhos poemas de crianças, tentando mostrar como ela era para ser. Talvez, nao exista e seja só mais uma invençao de uma sociedade que acredita que exista principios morais.
A amizade nao existe.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Procurei ser uma personagem viva. Procurei ser além do que eu podia. Nas lembranças que tinha, encontrava restos de sonhos. No suor do pensamento, o regresso sempre vinha. Na fonte da memória, o imortal ficava, aquele triste e falho histórico. Mas o que afinal eu queria ser? Uma mancha cinza no planeta? Ou uma pérola no mar?

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Sentimento agoniante de que todas as almas que passam por aqui são meros reflexos de nossa ilusão predatória.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

believe

Ele olhava o horizonte perdido. A mistura de cores o distraía, ele tinha certeza que aquela era a hora. Seus dedos se encontravam, suas maos se prendiam, havia uma força em algum lugar. Sua cabeça doía intensamente, mas ele sentia os arrepios como ninguém. O Sol caía, o frio aumentava, ela nao saia do seu pensamento. O turbilhão de fantasias tomaram conta do seu íntimo. Ele podia ser o que ela quisesse. Ele podia ser dela, se ela quisesse. Ele queria ser dela.
A Lua levantava, as estrelas apareciam, ele sabia que ela estava em algum lugar, talvez muito mais perto do que as estrelas, e muito mais perto do que seu pensamento.
Ele a sentia, se perfumava com a essencia dela, ele tinha certeza que ela estava lá, voando ao redor dele, protegendo-o de tudo que fosse ruim. Sua cabeça travava a dor agora, e o frio se tornara calor, calor humano, ou talvez calor espiritual.
Talvez ele tenha sido sempre dela, talvez ela tenha estado sempre ali.

domingo, 13 de maio de 2007

Memórias ou sonhos.

Todas aquelas memórias a fizeram se contorcer, aquele sentimento ruim de culpa vinha pela garganta e voltava com a saliva, ela nao era mais a mesma, por sorte. Decidira mudar e mudou, conseguiu ultrapassar todos aquele desafios que a encomodaram, mas nao era possível desfazer as lembranças.
As pessoas a sua volta conversavam alegres, com gestos rápidos e voz alta, ela só nao entendia como todos podiam viver assim e ela nao.
Voltou á velha criatividade que sempre teve, conseguiu planejar suas idéias do modo como sempre conseguiu, teve a capacidade de ver guerras que ainda viriam, amores que aconteceriam e tréguas que fariam o céu cair. Ela odiava ter aquela facilidade.
Pintou, pintou tudo que via em uma das várias telas que possuía em seu escritório, com as cores ela fazia a imagem de seus sonhos... ou pesadelos.
Levava-os para vender. Todos passavam, suspiravam, diziam que eram lindos, mas tristes, por isso nao compravam. Ninguém queria maus presságios em suas casas.
Ela entendia, afinal, se nao tivesse aquela capacidade, faria a mesma coisa. O problema é que era a verdade, era o futuro que estava ali em forma de cores, que na verdade se transformaria num futuro preto e branco. A única coisa que ela fazia era pintá-lo .
Chegava em casa com todos as telas. E com o sentimento de culpa por nao ter ninguem para compartilhar seus verdadeiros sonhos.

sábado, 28 de abril de 2007

verde, cor da esperança.

Tudo acontece de errado, ela nao aguenta mais ouvir aqueles gritos e brigas, ela percebe que o problema é ela.
Ela corre, sai de casa, o certo a fazer seria se drogar para poder acabar com tudo aquilo, mas nem pra isso ela tem forças. Ela realmente é fraca. Ela realmente é o problema.
Enquanto desce as escadas correndo, as lagrimas vao molhando o chao, e o ar seco e frio a congelam. Ela nao tem blusa nem dinheiro nem telefone. O sol que a esquenta.
Sem lugar pra ir, ela chora ainda mais, mesmo assim segue sem rumo. As pessoas vao passando e nao se preocupam, afinal a preocupaçao com o próximo é tao rara hoje em dia.
Ela chega em um bosque, onde o ar é puro, e o Sol ainda mais forte. Lá ela se sente bem, sem muito barulho, calma e sem frio. É onde desabafa para o nada, desabafa tudo o que nunca desabafou, tudo o que nunca quis mostrar. No bosque é onde ela pode respirar sem atribuir para o seu corpo aquele cheiro poluído de rancor, é onde ela pode escutar sem sentir em seus ouvidos os gritos que a maltratam, é onde ela pode lastimar sem ter que ser escondida, lá, ninguém a escuta nem a interrompe, lá, ninguem a impede de demonstrar o que sente.
Enquanto, sentada, ela se consola, sem abrigo, mas bem colhida, uma borboleta pousa do seu lado.É verde, da cor da sorte. Dizem que quando uma borboleta tao bonita chega perto de voce sem nenhuma causa, é porque boas coisas virao. Ela entao deixa cair uma última gota, e por baixo dela, sente seus lábios sorrirem. A esperança continua.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Sem sombra de dúvidas.

A transcedencia além de tudo, o sobrenatural nao é mais esculachado, o sentimento de diferença é o mais desejado nas leis de hoje. Voce pode abrigar um espírito mais forte do que imagina, voce pode abrigar um poder mais conquistador do que espera. Hoje, a fantasia vai além, ultrapassa fronteiras de derrota, minimaliza a realidade sem gosto, e ganha lugar na mente dos mais vitoriosos. Os que a possuem sao maiores de alma e maiores de coraçao. Ela consegue, tirar do lixo, a fonte reciclável. Ah, a fantasia é a sombra do bem-estar, é a essencia do amor, é a brincadeira mais desejada DAQUELA criança.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Na vida dela.

Sabe, definiçoes ou explicaçoes do que a gente sente sempre é mais difícil, o medo que fica de decepcionar retratando um sentimento é forte. As vezes é bom voce se expor.
Começava com um personagem, simples, ja que marcava território, era veterano no colegio.
A outra personagem era novata, discreta e indiferente. Ela tinha namorado, ele rejeitava a palavra "namorar", ela nao tinha muitos amigos, ele era rodeado de colegas. As diferenças eram bastante, o pouco que dava para perceber que nao tinha muito a ver.
Se conheceram, eram "ois" no colegio e nada mais. Conversas continuavam e o interesse aumentava. Aconteceu, com muito medo, rejeiçao e ansiedade. Foi diferente. Ninguem podia esperar que ele fosse ficar com ela mais que duas semanas, mas hoje ja faz seis meses, e todos agora tem certeza de que pode durar muito mais.
O que ela sente por ele nao é de muita explicaçao, pode-se dizer que ele fez diferença na vida dela, que ele ajudou ela a superar problemas nao muito agradaveis, que ele se tornou um amigo e namorado. Um enamorado, um parceiro, companheiro, um príncipe. Um príncipe que ela esperou a vida toda naqueles contos de fadas que ouvia. Pode-se dizer que ele mudou muito, ou que ninguem conhecia o que ele tinha pra mostrar de tao especial.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Cheiro de jasmim

A cadeira fazia movimentos de vai e vem, o barulho era totalmente nostalgico, o ronronar transmitia aquele ar de confidencia e solidao. Sob a mesa ao lado uma chícara de chá com enfeites antigos pintados a lá renascencia. A decoraçao do quarto era simples, com toques maternos.
Os cabelos brancos num formato de coque antigo, mostravam a quantidade de anos que se passaram bem vividos. Os óculos meio qubradiços com o aro grosso e a lente forte, caiam sobre o nariz com rugas. As vestes que usava eram ultrapassadas, e de cores fracas, tecido leve e harmonioso. Entre as maos frias de má articulaçao e enrugadas pelo tempo, pairavam as agulhas, as agulhas de arte. Elas se movimentavam rápidas em consideraçao com o clima no quarto, parecia um passatempo divertido, era digno de admiraçao. As agulhas fabricavam rápidas e iponentes, era de supor que "a misteriosa" sentisse um ar de utilidade mesmo com tao pouco tempo de vida.
Do rosto sentiu a boca sorrir, era um sorriso de satisfaçao, ela via na sua frente passar mil imagens resultantes de uma vida alegre. A mocidade a fazia tremer de felicidade, sua juventude fora vivida de uma forma brincalhona e esperta. Pareciam flashs de fotografia, que tanto sua filha usava nos tempos da modernidade, os flashs passavam muito rápido, e em cada flash era uma imagem diferente.
Ela gargalhava, de forma sutil, mas gargalhava. O prazer de sentir que fora bem vivida, era maior que qualquer outra prazer. Nao se arrependia de nada, a nostalgia a possuía.
Mas de um momento, parou. Olhou ao redor, e nao aguentou. Sobre a face caiam lágrimas da velhice. Muito mais peculiares que qualquer outra lágrima, muito mais especial que qualquer outro simbolo de sensibilidade. Irradiava no quarto um cheiro de jasmim velha.
"A misteriosa" estava bem.
Outro barulho ecoou no lugar. Era a porta agora rangendo. Sua filha tinha chegado. A casa mudou de humor, de som e de tudo." A misteriosa" tentou se levantar com dificuldade, e com ajuda da filha, parou em pé.
As duas se olharam, a filha reparou que algo tinha sido visualizado. Os olhares continuaram, e os lábios sorriam, um abraço era começado, e nao ia terminar por tao pouco tempo.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Na grama velha, no encosto da árvore, a personagem sonhava. O despertar de algumas emoçoes sobre ela a fez introduzir uma bola de neve de fantasias. Ela arregalava o olho com a super vontade de poder ver o que nao era real. A fantasia a contorcia e a machucava, seu corpo era só matéria, e lá dentro ela podia sentir o exagero da ansiedade. Na pele, o vento batia, e ela mostrava através dos pelos, o medo. Podia acontecer, ela tinha certeza! Ele nao seria tao burro.
Entre os dedos da mao, ela manuseava a flor sem vida. Acreditava que aquele ser morto poderia dar a mesma sorte que a lembrada rosa desabrochada. Fazia movimentos de bem e mal-me-quer, e por estranho que pareça, sempre acabava em mal-me-quer.
Levantando por cansaço e dor nas costad de tanto tempo a esperar, um estralho de galho a fez paralisar. Poderia ser ele! Havia de ser ele!
E ficou lá, sentou novamente, esperou.
Os minutos passavam rápido, afinal ela estava sonhando, e quando a gente sonha, o tempo nao é nada, nunca é nada.
O vento batia sobre seus cabelos, e os bagunçavam, mas ela nao estava ligando, afinal, ele a amava. Ou ela achava que amava.
Horas se passaram, ela percebeu. Olhou atenta, arregalou os olhos denovo, a ponto de machuca-los. Sentiu passar pelo rosto gotículas lacrimais, aquelas de decepção e desgosto.
Seu coraçao batia tao forte, que ela caiu pra tráz sobre a grama. Ele nao estava lá. E nem iria lá.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Conturbações.

Na sala de estar, ela correu, atendeu o telefone, era ele. Já se preparava pra receber as reclamaçoes e angustias familiares, se esgotava de ter que aguentar tudo aquilo e nao poder restribuir o sentimento. Desligou o telefone, ele havia parado, havia falado tudo que queria sem nenhum constrangimento. Ela correu para o quarto da avó, lá podia derramar as lagrimas que nao pôde quando estava na linha. Pensou, alterou os pensamentos de uma forma realista e fria, pegou o telefone e despejou as palavras da garganta, elas saiam com enorme velocidade, mas nao tanto quando a do homem na outra linha, ele a atropelava nas frases e falava merdas que nao sabia bem o que significavam. Ela tremia, suava, estava calor, mas nao tanto quanto no seu interior, o suor a incomodava, e ela continuava com as inuteis exigencias. De ultimo, ela nao aguentou, desligou o telefone, na cara dele. Ela sabia que ele nao iria ligar, afinal ele nunca ligava, e era dificil lembrar alguma vez que ele se importara com ela. O tremor no seu corpo nao aguentou, ela novamente chorou, mas nao aquele choro calmo e triste, mas sim de desespero, angustia, raiva e medo. Ela nao sabia o que seria dela, ela nao sabia o que aconteceria com seu futuro, ela nao sabia mais quem a amava, se nem seu pai se preocupava com ela.