Ele olhava o horizonte perdido. A mistura de cores o distraía, ele tinha certeza que aquela era a hora. Seus dedos se encontravam, suas maos se prendiam, havia uma força em algum lugar. Sua cabeça doía intensamente, mas ele sentia os arrepios como ninguém. O Sol caía, o frio aumentava, ela nao saia do seu pensamento. O turbilhão de fantasias tomaram conta do seu íntimo. Ele podia ser o que ela quisesse. Ele podia ser dela, se ela quisesse. Ele queria ser dela.
A Lua levantava, as estrelas apareciam, ele sabia que ela estava em algum lugar, talvez muito mais perto do que as estrelas, e muito mais perto do que seu pensamento.
Ele a sentia, se perfumava com a essencia dela, ele tinha certeza que ela estava lá, voando ao redor dele, protegendo-o de tudo que fosse ruim. Sua cabeça travava a dor agora, e o frio se tornara calor, calor humano, ou talvez calor espiritual.
Talvez ele tenha sido sempre dela, talvez ela tenha estado sempre ali.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
domingo, 13 de maio de 2007
Memórias ou sonhos.
Todas aquelas memórias a fizeram se contorcer, aquele sentimento ruim de culpa vinha pela garganta e voltava com a saliva, ela nao era mais a mesma, por sorte. Decidira mudar e mudou, conseguiu ultrapassar todos aquele desafios que a encomodaram, mas nao era possível desfazer as lembranças.
As pessoas a sua volta conversavam alegres, com gestos rápidos e voz alta, ela só nao entendia como todos podiam viver assim e ela nao.
Voltou á velha criatividade que sempre teve, conseguiu planejar suas idéias do modo como sempre conseguiu, teve a capacidade de ver guerras que ainda viriam, amores que aconteceriam e tréguas que fariam o céu cair. Ela odiava ter aquela facilidade.
Pintou, pintou tudo que via em uma das várias telas que possuía em seu escritório, com as cores ela fazia a imagem de seus sonhos... ou pesadelos.
Levava-os para vender. Todos passavam, suspiravam, diziam que eram lindos, mas tristes, por isso nao compravam. Ninguém queria maus presságios em suas casas.
Ela entendia, afinal, se nao tivesse aquela capacidade, faria a mesma coisa. O problema é que era a verdade, era o futuro que estava ali em forma de cores, que na verdade se transformaria num futuro preto e branco. A única coisa que ela fazia era pintá-lo .
Chegava em casa com todos as telas. E com o sentimento de culpa por nao ter ninguem para compartilhar seus verdadeiros sonhos.
As pessoas a sua volta conversavam alegres, com gestos rápidos e voz alta, ela só nao entendia como todos podiam viver assim e ela nao.
Voltou á velha criatividade que sempre teve, conseguiu planejar suas idéias do modo como sempre conseguiu, teve a capacidade de ver guerras que ainda viriam, amores que aconteceriam e tréguas que fariam o céu cair. Ela odiava ter aquela facilidade.
Pintou, pintou tudo que via em uma das várias telas que possuía em seu escritório, com as cores ela fazia a imagem de seus sonhos... ou pesadelos.
Levava-os para vender. Todos passavam, suspiravam, diziam que eram lindos, mas tristes, por isso nao compravam. Ninguém queria maus presságios em suas casas.
Ela entendia, afinal, se nao tivesse aquela capacidade, faria a mesma coisa. O problema é que era a verdade, era o futuro que estava ali em forma de cores, que na verdade se transformaria num futuro preto e branco. A única coisa que ela fazia era pintá-lo .
Chegava em casa com todos as telas. E com o sentimento de culpa por nao ter ninguem para compartilhar seus verdadeiros sonhos.
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