quarta-feira, 14 de março de 2007

Na vida dela.

Sabe, definiçoes ou explicaçoes do que a gente sente sempre é mais difícil, o medo que fica de decepcionar retratando um sentimento é forte. As vezes é bom voce se expor.
Começava com um personagem, simples, ja que marcava território, era veterano no colegio.
A outra personagem era novata, discreta e indiferente. Ela tinha namorado, ele rejeitava a palavra "namorar", ela nao tinha muitos amigos, ele era rodeado de colegas. As diferenças eram bastante, o pouco que dava para perceber que nao tinha muito a ver.
Se conheceram, eram "ois" no colegio e nada mais. Conversas continuavam e o interesse aumentava. Aconteceu, com muito medo, rejeiçao e ansiedade. Foi diferente. Ninguem podia esperar que ele fosse ficar com ela mais que duas semanas, mas hoje ja faz seis meses, e todos agora tem certeza de que pode durar muito mais.
O que ela sente por ele nao é de muita explicaçao, pode-se dizer que ele fez diferença na vida dela, que ele ajudou ela a superar problemas nao muito agradaveis, que ele se tornou um amigo e namorado. Um enamorado, um parceiro, companheiro, um príncipe. Um príncipe que ela esperou a vida toda naqueles contos de fadas que ouvia. Pode-se dizer que ele mudou muito, ou que ninguem conhecia o que ele tinha pra mostrar de tao especial.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Cheiro de jasmim

A cadeira fazia movimentos de vai e vem, o barulho era totalmente nostalgico, o ronronar transmitia aquele ar de confidencia e solidao. Sob a mesa ao lado uma chícara de chá com enfeites antigos pintados a lá renascencia. A decoraçao do quarto era simples, com toques maternos.
Os cabelos brancos num formato de coque antigo, mostravam a quantidade de anos que se passaram bem vividos. Os óculos meio qubradiços com o aro grosso e a lente forte, caiam sobre o nariz com rugas. As vestes que usava eram ultrapassadas, e de cores fracas, tecido leve e harmonioso. Entre as maos frias de má articulaçao e enrugadas pelo tempo, pairavam as agulhas, as agulhas de arte. Elas se movimentavam rápidas em consideraçao com o clima no quarto, parecia um passatempo divertido, era digno de admiraçao. As agulhas fabricavam rápidas e iponentes, era de supor que "a misteriosa" sentisse um ar de utilidade mesmo com tao pouco tempo de vida.
Do rosto sentiu a boca sorrir, era um sorriso de satisfaçao, ela via na sua frente passar mil imagens resultantes de uma vida alegre. A mocidade a fazia tremer de felicidade, sua juventude fora vivida de uma forma brincalhona e esperta. Pareciam flashs de fotografia, que tanto sua filha usava nos tempos da modernidade, os flashs passavam muito rápido, e em cada flash era uma imagem diferente.
Ela gargalhava, de forma sutil, mas gargalhava. O prazer de sentir que fora bem vivida, era maior que qualquer outra prazer. Nao se arrependia de nada, a nostalgia a possuía.
Mas de um momento, parou. Olhou ao redor, e nao aguentou. Sobre a face caiam lágrimas da velhice. Muito mais peculiares que qualquer outra lágrima, muito mais especial que qualquer outro simbolo de sensibilidade. Irradiava no quarto um cheiro de jasmim velha.
"A misteriosa" estava bem.
Outro barulho ecoou no lugar. Era a porta agora rangendo. Sua filha tinha chegado. A casa mudou de humor, de som e de tudo." A misteriosa" tentou se levantar com dificuldade, e com ajuda da filha, parou em pé.
As duas se olharam, a filha reparou que algo tinha sido visualizado. Os olhares continuaram, e os lábios sorriam, um abraço era começado, e nao ia terminar por tao pouco tempo.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Na grama velha, no encosto da árvore, a personagem sonhava. O despertar de algumas emoçoes sobre ela a fez introduzir uma bola de neve de fantasias. Ela arregalava o olho com a super vontade de poder ver o que nao era real. A fantasia a contorcia e a machucava, seu corpo era só matéria, e lá dentro ela podia sentir o exagero da ansiedade. Na pele, o vento batia, e ela mostrava através dos pelos, o medo. Podia acontecer, ela tinha certeza! Ele nao seria tao burro.
Entre os dedos da mao, ela manuseava a flor sem vida. Acreditava que aquele ser morto poderia dar a mesma sorte que a lembrada rosa desabrochada. Fazia movimentos de bem e mal-me-quer, e por estranho que pareça, sempre acabava em mal-me-quer.
Levantando por cansaço e dor nas costad de tanto tempo a esperar, um estralho de galho a fez paralisar. Poderia ser ele! Havia de ser ele!
E ficou lá, sentou novamente, esperou.
Os minutos passavam rápido, afinal ela estava sonhando, e quando a gente sonha, o tempo nao é nada, nunca é nada.
O vento batia sobre seus cabelos, e os bagunçavam, mas ela nao estava ligando, afinal, ele a amava. Ou ela achava que amava.
Horas se passaram, ela percebeu. Olhou atenta, arregalou os olhos denovo, a ponto de machuca-los. Sentiu passar pelo rosto gotículas lacrimais, aquelas de decepção e desgosto.
Seu coraçao batia tao forte, que ela caiu pra tráz sobre a grama. Ele nao estava lá. E nem iria lá.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Conturbações.

Na sala de estar, ela correu, atendeu o telefone, era ele. Já se preparava pra receber as reclamaçoes e angustias familiares, se esgotava de ter que aguentar tudo aquilo e nao poder restribuir o sentimento. Desligou o telefone, ele havia parado, havia falado tudo que queria sem nenhum constrangimento. Ela correu para o quarto da avó, lá podia derramar as lagrimas que nao pôde quando estava na linha. Pensou, alterou os pensamentos de uma forma realista e fria, pegou o telefone e despejou as palavras da garganta, elas saiam com enorme velocidade, mas nao tanto quando a do homem na outra linha, ele a atropelava nas frases e falava merdas que nao sabia bem o que significavam. Ela tremia, suava, estava calor, mas nao tanto quanto no seu interior, o suor a incomodava, e ela continuava com as inuteis exigencias. De ultimo, ela nao aguentou, desligou o telefone, na cara dele. Ela sabia que ele nao iria ligar, afinal ele nunca ligava, e era dificil lembrar alguma vez que ele se importara com ela. O tremor no seu corpo nao aguentou, ela novamente chorou, mas nao aquele choro calmo e triste, mas sim de desespero, angustia, raiva e medo. Ela nao sabia o que seria dela, ela nao sabia o que aconteceria com seu futuro, ela nao sabia mais quem a amava, se nem seu pai se preocupava com ela.