quarta-feira, 7 de março de 2007

Na grama velha, no encosto da árvore, a personagem sonhava. O despertar de algumas emoçoes sobre ela a fez introduzir uma bola de neve de fantasias. Ela arregalava o olho com a super vontade de poder ver o que nao era real. A fantasia a contorcia e a machucava, seu corpo era só matéria, e lá dentro ela podia sentir o exagero da ansiedade. Na pele, o vento batia, e ela mostrava através dos pelos, o medo. Podia acontecer, ela tinha certeza! Ele nao seria tao burro.
Entre os dedos da mao, ela manuseava a flor sem vida. Acreditava que aquele ser morto poderia dar a mesma sorte que a lembrada rosa desabrochada. Fazia movimentos de bem e mal-me-quer, e por estranho que pareça, sempre acabava em mal-me-quer.
Levantando por cansaço e dor nas costad de tanto tempo a esperar, um estralho de galho a fez paralisar. Poderia ser ele! Havia de ser ele!
E ficou lá, sentou novamente, esperou.
Os minutos passavam rápido, afinal ela estava sonhando, e quando a gente sonha, o tempo nao é nada, nunca é nada.
O vento batia sobre seus cabelos, e os bagunçavam, mas ela nao estava ligando, afinal, ele a amava. Ou ela achava que amava.
Horas se passaram, ela percebeu. Olhou atenta, arregalou os olhos denovo, a ponto de machuca-los. Sentiu passar pelo rosto gotículas lacrimais, aquelas de decepção e desgosto.
Seu coraçao batia tao forte, que ela caiu pra tráz sobre a grama. Ele nao estava lá. E nem iria lá.

Nenhum comentário: