segunda-feira, 5 de março de 2007
Conturbações.
Na sala de estar, ela correu, atendeu o telefone, era ele. Já se preparava pra receber as reclamaçoes e angustias familiares, se esgotava de ter que aguentar tudo aquilo e nao poder restribuir o sentimento. Desligou o telefone, ele havia parado, havia falado tudo que queria sem nenhum constrangimento. Ela correu para o quarto da avó, lá podia derramar as lagrimas que nao pôde quando estava na linha. Pensou, alterou os pensamentos de uma forma realista e fria, pegou o telefone e despejou as palavras da garganta, elas saiam com enorme velocidade, mas nao tanto quando a do homem na outra linha, ele a atropelava nas frases e falava merdas que nao sabia bem o que significavam. Ela tremia, suava, estava calor, mas nao tanto quanto no seu interior, o suor a incomodava, e ela continuava com as inuteis exigencias. De ultimo, ela nao aguentou, desligou o telefone, na cara dele. Ela sabia que ele nao iria ligar, afinal ele nunca ligava, e era dificil lembrar alguma vez que ele se importara com ela. O tremor no seu corpo nao aguentou, ela novamente chorou, mas nao aquele choro calmo e triste, mas sim de desespero, angustia, raiva e medo. Ela nao sabia o que seria dela, ela nao sabia o que aconteceria com seu futuro, ela nao sabia mais quem a amava, se nem seu pai se preocupava com ela.
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