Tudo acontece de errado, ela nao aguenta mais ouvir aqueles gritos e brigas, ela percebe que o problema é ela.
Ela corre, sai de casa, o certo a fazer seria se drogar para poder acabar com tudo aquilo, mas nem pra isso ela tem forças. Ela realmente é fraca. Ela realmente é o problema.
Enquanto desce as escadas correndo, as lagrimas vao molhando o chao, e o ar seco e frio a congelam. Ela nao tem blusa nem dinheiro nem telefone. O sol que a esquenta.
Sem lugar pra ir, ela chora ainda mais, mesmo assim segue sem rumo. As pessoas vao passando e nao se preocupam, afinal a preocupaçao com o próximo é tao rara hoje em dia.
Ela chega em um bosque, onde o ar é puro, e o Sol ainda mais forte. Lá ela se sente bem, sem muito barulho, calma e sem frio. É onde desabafa para o nada, desabafa tudo o que nunca desabafou, tudo o que nunca quis mostrar. No bosque é onde ela pode respirar sem atribuir para o seu corpo aquele cheiro poluído de rancor, é onde ela pode escutar sem sentir em seus ouvidos os gritos que a maltratam, é onde ela pode lastimar sem ter que ser escondida, lá, ninguém a escuta nem a interrompe, lá, ninguem a impede de demonstrar o que sente.
Enquanto, sentada, ela se consola, sem abrigo, mas bem colhida, uma borboleta pousa do seu lado.É verde, da cor da sorte. Dizem que quando uma borboleta tao bonita chega perto de voce sem nenhuma causa, é porque boas coisas virao. Ela entao deixa cair uma última gota, e por baixo dela, sente seus lábios sorrirem. A esperança continua.
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